11 TIPOS DE POBREZA USADAS EM TORNO DAS MISSÕES

Todos os missionários deveriam ser milionários! Esta frase brotou em meu coração bem aqui quando comecei a abordar as 11 questões da pobreza girando em torno da obra missionária e que não está correto.

Imaginem se todos os missionários tivessem dinheiro suficiente para fazerem suas missões? Se tivessem dinheiro para construírem seus templos? Se tivessem dinheiro para ajudar seus obreiros nativos nas suas necessidades? Imaginem também se tivessem dinheiro para colocarem rádios FM, canais de TV, editoras, orfanatos, escolas e até mesmo criar um banco missionário?

A obra missionária teria um ritmo acelerado e os missionários não perderiam seu tempo esperando alguma promessa de contribuição chegar. Eles poderiam realizar tudo, ter os melhores espaços, os equipamentos mais úteis, sendo assim seriam alcançados o maior número de pessoas em todas as tribos, povos e nações.

1. Usam a Pobreza no Marketing Missionário

Lamento que o marketing missionário, em várias instituições seja feitos com base em imagens de pobreza. O povo de Deus se acostumou com isso e acreditam que essa é a forma mais pura e correta de fazer publicidade missionária.

Existem igrejas por aí colocando nas páginas da Internet, nos boletins das igrejas e nas revistas missionárias aquelas casinhas de barro, de palha e de lona para causar impactos. Colocam também imagens daquelas crianças magrinhas, moribundas, de pele e osso para comover o povo. Não posso concordar como essa situação, de que as missões sejam propagadas com estas imagens de pobreza.

Quem quer que seja que estiver fazendo campanhas missionárias, usando estas fotos paupérrimas da pobreza estará divulgando algo irreal. Quem começar divulgando assim não conseguirá mais parar, pois isso se transforma num vício publicitário. Quase sempre atrás destas imagens publicitárias, existem organizações bem-sucedidas e sem escassez de recursos econômicos.

Em tempo de guerra, de fome, ou de pandemia quem são as pessoas que tem condições de levar ajuda humanitária nos países em conflitos, são as ONGs ou são os missionários? É claro que são as ONGs – Organizações Não Governamentais. As igrejas foram chamadas para levar a palavra de amor, fé e esperança, e não caminhões com fardos de roupas, sacos de alimentos e caixas de medicamentos, para isso Deus capacitou as ONGs, as quais em momentos de guerra distribuem comida, água, medicina, socorro médico e abrigo.

Destaco a fundação Bill Gates, a Cruz Vermelha e os Médicos sem Fronteiras, estas organizações humanitárias sim que tem recursos para poder salvar estas pessoas numa calamidade tão chocante e penosa. Certamente, dentro destas organizações Deus terá seus servos falando do amor de Cristo antes que as vítimas pereçam. Seja dito de passagem, que nenhum missionário brasileiro teria recursos para estabelecer uma obra assim, entre pessoas moribundas, muito menos para levar caminhões carregados de alimentos.

Imagens de pobreza são inadmissíveis quando são usadas como gatilhos mentais, como iscas, para conseguir arrecadações de milhões de reais. A não ser que o missionário apareça nas fotos e que esteja pelo menos há dois anos trabalhando no meio daquela necessidade tão avassaladora. Sei de igrejas que enviaram missionários paparazzi para países de terceiro mundo, a fim de fotografar e fazer vídeos nestes lugares de tamanha miséria. Ficando pouco tempo naquele lugar, mas conseguindo abundante material, com intuito de usarem estas produções fotográficas da cultura da miséria, para levantar recursos com segundas intenções. Sendo que depois eles não voltam mais para estes lugares, mas a campanha de arrecadação continua eternamente, perdão, até serem descobertos.

Qualquer missionário que começar sua missão e prematuramente começar a pedir ajuda missionária por causa da pobreza, algo errado poderia existir nesta intenção. O Evangelho é transformador, aonde ele chega através das mãos dos missionários e das tecnologias que eles ocupam, haverá em médio prazo transformação da pobreza, melhorias sociais e erradicação das doenças infecciosas pela falta de higiene. Evangelho integral vem acompanhado com educação, higiene, limpeza, organização e vida abençoada.

Encontro ridículas aquelas postagens que alguns colocam no Facebook de um casebre paupérrimo como lugar de culto e uma frase puxando a orelha de grandes pregadores, mais ou menos assim: “Pregador agende uma visita neste lugar”. Isto é uma piada de mau gosto.

2. Usam a Pobreza na Linguagem Verbal

O mais incrível que encontro e lamentável ao mesmo tempo, que existam missionários por aí que se faça de pobres para conseguirem dinheiro. Isto é falsificar a honestidade, agredir a seriedade e fazer uma feiura para a ética.

Combato também a mentalidade de pobreza, quando realizam algum trabalho mal feito dizendo que por enquanto estava bom assim, sendo que já poderia ser feito algo definitivo e de excelente qualidade. Já ouvi cantores locais de algumas igrejas dizendo que não ensaiaram bem, mas que irão cantar para Jesus assim mesmo, e saiu um louvor com falhas, sem graça e fora do capricho, Jesus merece o melhor.

Já vi missionários tão despreparados que não foram capazes dar uma ajeitada na casa de Deus, nem de pregar quatro pedaços de madeira para fazer um banco com pernas, nem foram capazes de trocar uma tomada ou de esconder um fio de luz que estava à vista de todos, onde alguém poderia tropeçar.

Todos os missionários deveriam ser escritores e colocar na Internet seus testemunhos, seus artigos e suas imagens para edificação do povo de Deus, mas conheço alguns que já terminaram seus labores e não tiveram a iniciativa de começar a escrever suas memórias, suas experiências e seus testemunhos.

Missionários que não escreverem nada durante o período da sua missão, nem um artigo sequer, não gravarem nenhum vídeo, não fizerem nenhum áudio, são pobres de mentalidade. Cheguei a criar um apelido para esse tipo de obreiros: “Missionário 1,99” Eles pregam a Palavra, mas não fazem com esmero, falam o idioma das missões, mas não o aperfeiçoam. Fazem evangelismo, mas sem propósito, foco e resultados. É como aquele ditado popular: “Casa de ferro, espeto de pau.”

3. Usam a Pobreza na Justificativa do Início da Obra

Tenho observado que missionários brasileiros começam suas igrejas em setores de maior pobreza, alegando ter ali maior necessidade de salvação. Mas as necessidades de salvação são iguais em todas as classes sociais, altas e baixas, ricas ou pobres.

Quem disse que pessoas ricas não têm necessidades? Jesus ganhou os pobres como o cego de Jericó e os ricos como Nicodemos, Zaqueu, Mateus entre outros, pois devemos atingir toda e qualquer classe social para Cristo, não importando sua situação financeira, religiosa e intelectual.

É muito mais fácil para os missionários ganharem pessoas para Jesus onde há maior pobreza, pois elas são mais simples e aceitam com mais facilidade o Evangelho. Numericamente falando o grupo conquistado será maior do que no meio da riqueza, mas a receita econômica da igreja será menor, entre os pobres.

Uma vez uma pessoa rica no Chile mandou confeccionar 14 metros de cortinas de tecido para cobrir 14 metros de cortinas metálicas, pois nosso templo era um local comercial e tinha três grandes portas de cortinas metálicas. O chileno que fez a doação das cortinas era um coronel da polícia, ele comprou o tecido, mandou confeccionar as cortinas e alguns policiais foram instalar. Os policiais soldaram as barras de ferro como trilhos e suportes para pendurar as cortinas, fizeram um excelente trabalho, dando uma nova vista interior ao templo.

Minha igreja não teria condições de fazer cortinas nestas dimensões, pois estávamos num setor de pobreza. Na época este coronel não era convertido, apenas sua esposa estava frequentando a minha igreja, mas hoje os dois servem juntos ao Senhor Jesus.

Se os missionários buscarem ganhar pessoas para Jesus, em lugares de classe alta, determinando o segmento seletivo, poderão ter maiores entradas econômicas, sendo mais sustentável a missão e assim conseguiriam atingir todas as classes sociais.

Existem lugares que se as congregações se encherem de pessoas de escassos recursos, as pessoas com maiores recursos não viriam a estes locais de cultos. Este fenômeno não acontece no Brasil, às igrejas brasileiras conseguem alcançar pessoas da alta sociedade: juízes, desembargadores, médicos, engenheiros, dentistas, empresários advogados. Mas esta realidade fora do Brasil é outra, como a maioria das missões está assentada sobre a pobreza, os irmãos são de escassos recursos.

Nos anos de 2011 a 2013 minha deuteromissão (segunda vez) no Chile foi entre igrejas pequenas, pobres, lugares onde nenhum brasileiro havia pisado antes, foram ali que começamos a visitar com muita alegria. Conseguíamos previamente algumas Bíblias para doar nestas igrejas de escassos recursos, nunca conseguimos suprir totalmente as necessidades de Bíblias, poderíamos ter feito muito mais se tivéssemos milhares de reais.

O nosso desbravamento missionário deveria ter sido feito com um trator, mas nós estávamos fazendo com uma pá. Precisávamos de uma camioneta, mas nós fazíamos a obra com duas bicicletas. Precisamos de 20.000 Bíblias, mas nós só tínhamos 2.000. Precisávamos de cadeiras, mas nós usávamos baldes de tinta vazia para sentar neles como cadeiras almofadadas. Precisávamos de microfone, mas só tínhamos as cordas vocais.

4. Usam a Pobreza na Mostra das Economias da Igreja

Já escutaram alguma igreja falando que estão “trabalhando no vermelho”, quando são desafiadas a mexer no caixa para ajudar algum missionário? Hoje como ontem a igreja, vem falando de púlpito que estão trabalhando no vermelho e não por causa do sangue de Jesus, mas por causa da má administração.

A Bíblia registra a história de uma igreja na região da Macedônia, em uma cidade chamada Filipos, que foi formada na extrema pobreza, mas mesmo assim, eles se envolveram no sustento do Apóstolo Paulo, o qual dá testemunho aos irmãos da cidade de Corinto.

(2 Coríntios 8.1-5) “Agora, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da macedônia. No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos. Não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus”.

Estes irmãos filipenses da sua extrema pobreza fizeram dois tipos de ofertas, uma em dinheiro para ajudar a Paulo que estava preso em Roma a 2.150 km distância, outra em oferta humana enviando um homem para auxiliar Paulo nas suas prisões chamado Epafrodito. Olha o gozo de Paulo ao referir-se ao servo da oferta humana, Paulo tratou Epafrodito: “Meu irmão, cooperador, companheiro de lutas e mensageiro.” (Filipenses 2.25).

Então, não está correta a nenhuma igreja falar de sua pobreza. A pobreza muitas vezes está vinculada, enleada, a sua falta de amor, de visão e de entrega aos que fazem missões. Temos que mudar essa visão mirrada, mesquinha e miserável de igreja pobre e necessitada.

5. Usam a Pobreza na Hora de Adquirir Ferramentas

Como missionário que sou sempre tive todos os tipos de ferramentas durante as minhas missões e continuo tendo, pois gosto de trabalhar principalmente com madeiras. No Chile cheguei a criar em várias ocasiões trabalhos com madeira para a minha casa e para a casa de Deus: balcão de pia, guarda-roupas, bancos, quadro de giz e de pincel, prateleiras, paredes divisórias, púlpito e até uma meia água de 3 x 9 m. Tinha também ferramentas para fazer instalações elétricas, hidráulicas e alvenaria.

Cheguei a levar um chuveiro elétrico do Brasil, pois no Chile é incomum o aquecimento da água do banheiro a base de eletricidade. No Chile se usa um aquecedor de passagem a gás, para aquecer a água do chuveiro, no Brasil é chamado de Boiler e no Chile de Calefón, mas nem todos os chilenos têm condições de colocar um, diziam que eram filhos do Rei, mas tomavam banho na água fria do inverno gélido.

Todos os missionários deveriam ter ferramentas de carpinteiro e de pedreiro, para irem solucionando as necessidades que se lhes apresentarem em suas missões, para não ficar justificando que a coisa está caindo por que não sabem usar a maestria. Missionários deveriam trazer de casa, do seu país de origem o conhecimento para fazer bancos, colocar portas, fazer escadas, pintar os templos, reformar a casa pastoral, criar móveis reciclados, que por sinal são bastante úteis e procurados ultimamente.

Descobri que no Chile não tinha enxadas para capinar, assim que na minha primeira viagem ao Brasil, comprei quatro enxadas da Tramontina, para levar ao Chile e poder utilizar em minhas atividades no pátio da igreja e nas hortas que eu fazia, pois no Chile o costume é usar uma pá de corte no lugar da enxada.

Se eu fosse missionário no Amazonas, teria todos os tipos de ferramentas úteis para aquele lugar e suas eventuais necessidades: motocicleta, motosserra, canoa motorizado, trator. Ferramentas para cultivar a terra: pá, enxada, machado. Faria uma horta e cultivaria verduras e temperos. Teria alguns cachorros de caça, gatos e cavalos para as cavalgadas. Construiria, desbravaria, cultivaria as terras para a minha sobrevivência e navegaria em rios e igarapés. Construiria uma igreja flutuante com tudo equipado a bordo, até com um gerador de luz.

Missionários no Amazonas que viajarem de 10 a 12 horas de barco dentro de algum rio da bacia amazônica e não gravar um passarinho lindo, cantando e saltando nas árvores do Amazonas é ter uma mentalidade de pobreza e preguiça. Mas à frente ensinarei como explorar esta área das imagens nativas e produzir recursos econômicos para as missões.

6. Usam a Pobreza na Confusão com a Humildade

Certa oportunidade, uma irmã brasileira, mãe de um obreiro entrou na minha casa no Chile e disse que eu já não era missionário, porque tinham na minha casa várias coisas novas e boas. Ela acreditava que para ser missionário tinha que ser pobre, passar fome e não podia ter nenhuma comodidade. Eu a retruquei dizendo que o conceito que ela trazia a respeito de missões estava desatualizado. Eles precisam acompanhar a modernidade e usar elas ao serviço do Reino de Deus, sem ser mundano.

Se Jesus vivesse no contexto atual ele não usaria mais um jumentinho, mas sim, um jatinho. Se Paulo estivesse presente ele usaria a Internet suas epístolas seriam online, faria vídeos conferências e teria contas nas redes sociais, ele mesmo afirmou que faria de tudo para ganhar a todos.

Já vi pobres arrogantes e ricos humildes. Chamar o pobre de humilde é eufemismo. Eufemismo é um tipo de linguagem que substitui uma expressão rude, por outra mais suave, para que a pessoa não se ofenda. As pessoas chamam de fofinho no lugar de gordo, moreno no lugar de negro, mas missionário não pode ser chamado de humilde por causa da pobreza.

7. Usam a Pobreza na Hora de Comprar Livros

Sempre tive bons livros, e livros corretos, pois de nada adiantaria os missionários aplicarem dinheiros em livros que não colaborariam para o enriquecimento pessoal, ministerial e cultural. Conheci no ano de 2012 um Bispo brasileiro no Chile que já estava seis meses e ainda não tinha adquirido uma Bíblia em espanhol e nem pregava em castelhano, mas era traduzido por alguns jovens da igreja que conhecia o português, isso é lamentável. Outro Bispo onde vivi 110 dias na sua casa tomava emprestado a minha Bíblia para ler, pois não tinha uma Bíblia particular.

Todos os Pastores, missionários devem investir em seu Ministério e em seu conhecimento, adquirindo as melhores Bíblias de estudo do momento e ótimos livros para seu aprendizado e aperfeiçoamento. Bíblias, livros são as ferramentas que os missionários não poderão deixar de obter durante toda a sua vida, neste momento tenho uma dúzia de Bíblias, mas quero destacar a Bíblia Revelada Di Nelson, feita em dois tomos Alpha e Ômega, do Dr. Nelson Aldery Rocha.

8. Usam a Pobreza para Assustar os Novos Candidatos

Existe um missiofobia muito forte dentro das igrejas, mas que significa missiofobia? Significa medo de fazer a obra missionária. A cultura da missiofobia e da miséria e seus aliados conseguiram criar uma imagem péssima, uma imagem da obra missionária a partir da pena, da miséria, da fome, do feio, do difícil, afetando certos irmãos de se prontificariam a serem missionários, mas ao ser inculcados que todos os lugares de missões são escabrosos, dolorosos e sofridos, eles desistem de ser candidato. Por causa desta miséria que alguns contam por aí, com efeito, ninguém se prontificará a ir ao campo.

Aliás, em missões também existem os lugares lindos, os momentos de alegria, de abundância e de colher carinhos semeados juntos aos nativos. Como sou tecnólogo em guia de turismo, sempre dei muita importância aos pontos turísticos e levava as visitas brasileiras a conhecer os atrativos turísticos do Chile, e creio que em todos os campos missionários, Deus colocou alguma beleza a ser explorada e reconhecida.

A Bíblia está cheio de aspectos turísticos de contemplação, presente nos Salmos de Davi, portanto devemos combater os péssimos conceitos que tem sido criado em torno das missões, como repletas de coisas feias e de sofrimento. (Salmos 19.1) “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos“. (Salmos 23.2) “Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas“.

9. Usam a Pobreza na Hora de Adquirir Tecnologia

Antes que surgisse a Internet em 1995, eu escrevia meus esboços de pregações do domingo com uma máquina eletrônica de escrever Olivetti ET 1250, a melhor da época, ela tinha uma capacidade de armazenar 15 páginas na sua memória e de apagar as letras erradas ao digitar.

Em 1998 tive um computador com multimídia como vinham os computadores daquela época, sistema operativo Windows 98, com 256 MB de memória, com caixinhas de som e leitor de CD só depois apareceu os gravadores de CD e DVD.

No presente momento tenho o melhor notebook Acer do mercado com 10 GB de memória RAM e a melhor câmera digital Galaxy – III com zoom óptico de 21 x, para fazer as melhores fotos com as mais excelentes qualidades. Como sou jornalista também possuo o melhor gravador digital da Philips que grava e transforma os áudios em textos. Estas tecnologias são as ferramentas que todos os missionários precisam ter e saber usar.

Uma vez perguntaram a Mike Murdoch do Centro de Sabedoria se ele tinha algum arrependimento, ele disse que se arrependia de não registrar em imagens todos os momentos inéditos do seu Ministério.

10. Usam a Pobreza na Hora de Conseguir Alimentos

A dor, a impotência e a vergonha ficam na flor da pele quando não há poucas coisas para se alimentar na casa dos missionários, pois está atrasada a chegada de recursos ou francamente não tem nada de chegada para esperar. Juntar moedas fazer a lista e a calcular nela o que alcançaria comprar com tão pouco dinheiro é uma temática e matemática que lidam os missionários “de quando em quando”, graças a Deus que mesmo assim resta esperança do último recurso, o milagre.

Se estas restrições alimentícias são provocadas por homens irresponsável dos departamentos de missões, alegando que os missionários precisam passar pelo fator pobreza como uma experiência de crescimento em Deus e confiar na sua provisão, esta experiência não servirão de nada, apenas para dar alegria a negligência, a indolência e a displicência.

As igrejas não podem fechar seus ouvidos e olhos diante destas condições alimentícias, não é possível que famílias inteiras frequentem os restaurantes, pizzarias e churrascarias nos finais de semana, enquanto os missionários estejam orando e repartindo um ovo cozido no meio para se alimentarem. (1 João 3.17,18) “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos não amem de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade“.

Conheci uma família missionária que durante trinta dias comeram apenas batatas, de manhã, ao meio dia e a noite. Fazia batata cozida, frita, gratinada, assada, refogadas, purê e com maionese, cozinhavam em rodelas, em cubos, em palitos e inteiras. Outro missionário brasileiro no Chile deixava para ir ao final da feira para comprar aquelas frutas e verduras que sobravam, pois tinha algum defeito, e por ser refugadas conseguiam um menor preço.

11. Usam a Pobreza para Justificar Roupa Fora da Moda

A grande maioria das campanhas de agasalho nos lugares frios, as pessoas avarentas retiram dos seus guarda-roupas, peças que já estão fora de moda, com aquelas bolinhas nos tecidos causados pelos anos de uso e ainda cheirando a naftalina.

Não deveria existir esse tipo de campanha missionária de roupas velhas, usadas e rasgadas. Nas minhas futuras campanhas de roupas que ofereceremos aos missionários, serão roupas novas e de prévio conhecimento da família missionária escolhida, com seus correspondentes tamanhos: P, M, G e GG.

Certo ano, uma caravana brasileira levou para o Chile, com destino a minha igreja, sacos cheios de roupas usadas sem classificarem e ainda cheirando a peixe. Isso não foi uma doação, mas uma desfeita, os chilenos que se sentiram como fossem moradores de rua. Contive a indignação e mandei jogar fora as roupas. Jamais eu teria esta coragem para fazer este tipo de doação.

Já recebi uma doação de calças Jeans novas, masculina e feminina de vários tamanhos, o tanto que coube na mala, talvez 60 peças, de um pastor que viajou ao Chile para conhecer a obra e fazer um agrado. Ele me orientou que ocupasse as que me servissem, segundo o meu tamanho e que vendesse as que ficassem pequenas.

Assim que usar a pobreza para justificar que os missionários se vestem com roupas que estão fora da moda, roupas descombinadas nas suas cores estariam enobrecendo a miséria e desconhecendo as riquezas de Deus, que não deixa faltar nada aos seus servos que se dispõe a sair pelo mundo para pregar o Evangelho. Gostaria de perguntar: você não gostaria de participar como provedor, no grupo de pessoas que Deus usar para não deixar faltar nada aos seus discípulos?

(Lucas 9.1-3 e 6) “Convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. Enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos. Nada leve convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. Saindo eles, percorreram todas as aldeias, anunciando o evangelho, e fazendo curas por toda a parte.” (Lucas 22.35) “Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.

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