OBRA MISSIONÁRIA FRUTO DA VAIDADE

Qual seria mais fácil profetizar para um vale de ossos secos como Ezequiel ou na porta de um palácio em Israel onde estava um desmoralizado governo de turno?

Na primeira pergunta aparentemente não haveria nenhum perigo ou ameaça, mas profetizar contra um clã de homens governando sem honestidade, gera muitos riscos.

Nove vezes o profeta Ezequiel recebe a ordem de virar o rosto e profetizar contra alguém: contra os “montes” (pessoas exaltadas) (6.2) contra “as filhas do povo” (13.17) contra “o caminho do Sul” (20.46) contra “Jerusalém” (21:2) contra “os filhos de Amom” (25.2) contra “Sidom” (28.21) contra “Faraó” (29.2) contra “o monte Seir” (monte das magoas) (35.2) e contra “Gogue” (38.2)

Como nosso tema é Missões, Deus me tem feito profetizar aos quatro cantos da terra, através da internet. Contra aquilo que perdeu a verdadeira essência e tem tomado características fora do padrão bíblico. Neste artigo que chamar a atenção para algo que tenho visto em muitos lugares e vou chamar de: Fruto da Vaidade.

O índice do Fruto da Vaidade é elevadíssimo nas coisas que contam, publicam e escrevem, quando querem que todos ouçam e aplaudam.

É bem provável que ai onde você reside você também tenha visto pessoas com o microfone na mão, falando de Missão, porém deixando transparecer o Fruto da sua Vaidade.

A Vaidade Missionária pode aparecer em qualquer número, em qualquer obra, em qualquer palavra dita e escrita. Tudo aquilo que não for publicado para a Gloria do Senhor, vira Fruto da Vaidade. Vejamos na continuação onde O Fruto da Vaidade mais se destaca na vida cristã.

(1 Coríntios 5:6) “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?”

1. FRUTOS DA VAIDADE NAS OFERTAS MISSIONÁRIAS.

O Fruto da Vaidade mais visível é quando é feito as Ofertas, principalmente as Ofertas Missionárias. Vejamos que a Bíblia é muito categórica quando pede para não tocar trombeta quando fizermos alguma oferta.

(Mateus 6:2) “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão”.

O que significa Tocar Trombeta na oferta? Os judeus derramavam suas ofertas dentro do gazofilácio que era um recipiente metálico, assim como as suas moedas também, então a pessoa que gostava de chamar a atenção para si, derramava sua oferta lentamente, afim de prologar aquele barulho alto de moedas caindo dentro do receptáculo.

Tocar trombeta era um tipo de “glorificação” pessoal, um tipo de glorificação para ser vistos pelos demais. Eles faziam questões de derramar demoradamente para que todos vissem e ouvissem que eles estavam ofertando.

Essa pratica não morreu ainda, ela esta muito ativa dentro de certas congregações. Ainda que hoje nossas ofertas não fizessem o barulho do metal, mas fazem o barulho da vaidade.

Tenho observado que as pessoas quando colocam moedas na salva na hora da oferta, sempre fazem com a mão fechada, moedas e pequenas cédulas de dinheiro também, mas quando se trata de cédula grande de 100 reais, sempre ela é entregue com a mão aberta e com o bilhete estirado. Pessoas que gostam que outros a vejam a contribuição, nem dobram essa nota de 1000 reais, principalmente se ela esta novinha. Esse tipo de postura, a única intenção de fazer com a mão aberta, é impressionar aqueles que recolhem ou quem esta vendo desde o púlpito.

Ofertas de quatro dígitos em muitos lugares precisam ser divulgadas em tempo real, para que outros também façam o mesmo.

2 – FRUTOS DA VAIDADE NAS ORAÇÕES.

Principalmente quando a pessoa está orando sozinha dentro do templo, antes de um culto, naquelas tradicionais orações de joelho. Tenho visto e ouvido, ao entrar em certos lugares que essa oração vaidosa está feita. A pessoa ajoelhada aumenta o volume da sua oração quando percebe que está chegando alguém. Quem fizer isso tem o desejo e a intenção de que esse tipo de oração seja ouvido e que alguém emita pelo menos uma expressão de admiração: “Que maravilha… como ora o fulano!”

O fato de aumentar o volume da oração quando alguém vai entrando no templo, é apenas para ser escutado pelos homens, esse tipo de oração, não terá a recompensa de Deus.

Ana, mulher de Elcana, se tornou um símbolo de oração simples, sem vaidade alguma, sem que Elí o sacerdote da época ouvisse suas palavras, apenas Deus.

Jesus mandava orar dentro do quarto, para que dentro do possível ninguém visse e ouvisse aquela oração. Por que aquela pessoa que é ouvida pelos demais, já teve sua recompensa, e quem sabe mais um comentário vaidoso.

Já vi e ouvi pessoas orando em voz alta em um dormitório coletivo, estando algumas pessoas já dormindo ou descansando depois de um dia inteiro de conferencias.

Outros acostumam orar forte até mesmo se estão de visita em alguma casa. Para que orar desse jeito? Para que fazer as pessoas da casa ficar escutando? Isso não é oração e incomodação e falta de respeito com o sono das pessoas.

3 – FRUTOS DA VAIDADE NAS ADORAÇÕES.

Na adoração basta um simples levantar das mãos, com a intenção de que alguém veja, é outro Fruto da Vaidade presente e latente no ego do ser humano.

A Bíblia chama isso de: “servir a Deus pelos olhos dos homens” (Efésios 6.6) “Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.”

Aproveito para dizer que muitos cantores estão sentados e calados durante o culto enquanto outros estão louvando a Deus, mas quando toca a vez dele então ele emite rajadas de línguas, prega encima do cântico, preenche as pausas mandando o povo aplaudir, saltar ou glorificar.

Quando cumprimentam a igreja ainda pedem confirmação da saudação com um amem interrogativo: Amém? E se não se agradou da resposta, eles dizem de novo a mesma frase até o povo falar uníssono o que eles estão querendo ouvir. Amém!

Tem outros detalhes que quero aproveitar para pedir que parem de dizer: Tem alguém aqui? Ou então quando a pessoa fala na terceira pessoa. “Olha para o pastor” Onde o correto seria dizer: olha para mim.

4 – FRUTOS DA VAIDADE NAS OBRAS MISSIONÁRIAS.

O termômetro que mede as Missões tem dois extremos perigosos. Primeiro os que se gloriam nos números e nas quantidades. Exemplo: quando falam orgulhosamente dos números de nações que sustentam Missionários e a própria quantidade de missionários que foram enviados, como que Jesus estivesse falado: quem enviar mais Missionário seria os primeiros no Reino de Deus.

O outro extremo é quando se necessita arrecadar valores dando que com todas as contribuições realizadas ainda não chegaram às metas.  Falam assim com propósitos de incentivar aos irmãos a contribuir mais generosamente.

Cada um sabe o que está dizendo, com tudo, vejo muitas ofertas missionárias sendo levantadas baseadas numa falsa informação que ainda o referido “caixa”, “projeto” ou “missionário” não alcançou o suficiente para aquilo que almejam, até mesmo para a manutenção necessária daquele mês.

Centenas de líderes missionários divulgam números não para glorificar a Deus, como Davi quando contou o povo, o seu exército para a sua vaidade e grandeza. Logo ao terminar o censo foi convidado a escolher três tipos de castigos, sendo que ele preferiu cair nas mãos de Deus.

(1 Crônicas 21.1,2) “Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel. E disse Davi a Joabe e aos maiorais do povo: Ide, numerai a Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a conta para que saiba o número deles.”

Uma quantidade pequena de soldados, ou poucas armas, como nos dias de Débora, (a proporção era uma espada para cada quarenta mil pessoas), não eram e não é ainda hoje uma dificuldade para Deus operar um livramento. O problema residia e residem ainda, quando os homens confiavam nos seus grandes números, frutos da sua vaidade.

(1 Samuel 14:6) “Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.”

Na segunda cidade a ser conquistada por Josué, calcularam errada a quantidade de soldados que seriam enviados contra Ai. Por causa do pecado escondido na tenda de Acã eles fracassaram na cidade de Ai. (Josué 7 e 8) Três mil homens fugiram de uns poucos moradores daquele lugar.

O contrario disso e em outra historia bíblica, para que Gedeão não se gabasse com 32 mil homens, Deus reduziu apenas em 300 e foi o suficiente para enfrentar os inimigos que eram numerosos como a areia da praia.

5 – O FRUTO DA VAIDADE IMPEDE A BÊNÇÃO DE DEUS.

Saiba por que alguns não recebem as bênçãos de Deus, e por que não há retorno, ou não há confirmação de Deus por uma Oferta Missionária que foi entregue.

Possivelmente ela foi feita pelo Fruto da Vaidade. Porque toda Oferta Missionária sem Vaidade, tem recompensa:

(Mateus 10.42) “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.”

Conheço muita gente que enche a boca e os pulmões para contar suas generosas ofertas.

As pessoas podem estar falando da Obra Missionária, até chorar ao contar das necessidades, más até as “humildades” podem transparecer o Fruto da Vaidade.

Qualquer história Missionária contada deve estar equilibrada com a verdade, sem exageros, nem para mais e nem para menos.

Se um missionário ressuscitar um morto na missão, deveria pelo menos ter poder para curar uma febre na igreja onde ele estiver contando o milagre da ressurreição.

As historias missionária nem sempre precisa terminar em triunfo, mas nas impotências e nas dores que não foram resolvidas. Não consegui salvar. Não consegui terminar a construção, etc.

A Missão não pode ser tratada com medo e com aquelas palavras de diminuição. Como assim? Quem faz Missão deve falar em Salario e não em Ajuda de Custo.  Qual é a vergonha? Nenhum trabalhador secular com carteira assinada recebe ajuda de custo, porém recebem salario. Se não temos salario para Missionário, não deveríamos nem mexer no tema Missão.

(Romanos 4.4) “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.”

Se formos tímidos com o tema Missão, não deveríamos levar ninguém a colaborar com aquele sonho, projeto ou desafio.

Não podemos fazer Missão para o Fruto da Vaidade, façamos a Obra de Missionária com Transparência, Abundancia e Propriedade.

 

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *