PODE UM MISSIONÁRIO SE SENTIR COMO UM GAFANHOTO?

O Sentimento de Inferioridade, também conhecido como: “Complexo de Inferioridade” é uma situação onde o Missionário ou a igreja dele se sente pobre com poucos recursos, em frente de outros Missionários e Igrejas que se mostram capacitadas e com recursos para realizar a Evangelização mundial.

Para falar de Sentimentos de Inferioridade Missionária, queremos tomar como base bíblica a historia do povo de Israel, logo depois de espionar a “Terra Prometida” encontrando nela seus moradores originais, que eram de umas estaturas gigantes, iguais que as construções de seus muros, se sentiram tão inferiores, tão pequenos, a ponto de se considerarem como um Gafanhoto perto deles.

Poderíamos jogar a culpa no contexto geográfico e histórico que vivia, 430 anos de escravidão no Egito, (Êxodo 12.40) acabou formando neles uma mentalidade de inferioridade. Claro que, a ultima geração deste povo foi a que saiu do Egito, se colocaremos a idade media de cada pessoa que saiu do Egito, mais ou menos de 30 anos, somando mais os 40 anos que perambularam pelo deserto, a grande maioria daqueles homens ates de entrar na Terra Prometida tinham envelhecidos, estavam ao borde dos 70 anos de vida.

Se eles caminhassem em linha reta, 20 km por dia, eles teriam chegado a Terra Prometida em 40 dias, mas a historia revela que levaram 40 anos para chegar à Terra da Promessa.

Estes 40 anos nos faz lembrar-se daquele Paralitico junto ao tanque de Betesda que esperava o movimento das águas, mesmo sendo tão fácil de receber a cura, era apenas se jogar no tanque, ele ficou 40 anos neste “Deserto” não conseguiu a cura através deste sistema, si não fosse Jesus, que o mandou levantar e caminhar, produzindo nele um milagre, morreria sem ver a sua salvação.

Para Israel, os 40 anos no Deserto, foram 40 anos de atraso, para usufruir a terra que manava leite e mel, terra de montes e vales. Por outro lado foram necessários estes 40 anos no Deserto, para os fazer eles passar por esta Escola Maravilhosa da lapidação, onde Deus tirou deles a mentalidade de escravo, tirou ademais deles todas a influencias de uma cultura contaminada de idolatria, para só depois permitir que gozassem das belezas e bênçãos da terra.

Veja quão diferente seria uma terra da outra. No Egito eles semeavam e irrigavam com os pés, mas em Canaã a terra seria irrigada desde os céus. No Egito trabalhavam na confecção de tijolos, em Canaã seriam construtores de cidades com pedras lavradas. No Egito, tinha divindades místicas, em Canaã Jeová estaria com eles no viver cotidiano.

SENTIMENTOS DE PEQUENEZ FREIAM O AVANCE DA OBRA MISSIONÁRIA.

Falar de Sentimentos de Inferioridade é o mesmo que falar de timidez, de pequenez, de pânico, de esquecer completamente das promessas de Deus.

Claro, eles teriam que conquistar nove nações Cananéia que habitavam na terra de Canaã, mas as promessas da Presença de Deus com eles eram infalíveis.

Poderiam haver caído todos os muros de todas as cidades que eles conquistassem como caíram os muros de Jericó, se esse povo tivesse aplicado os mesmos segredos que Deus revelou para eles na primeira cidade tomada, Jericó.

Israel, não teve tempo de formar exércitos nos 40 anos de deserto, não tinha quase nada de experiência militar, nem fabricaram armas de guerra para a invasão que se aproximava. A melhor arma usada foi o poder de Deus. Eles usaram armas, como a fé e a confiança de caminhar em silencio em volta dos muros de Jericó e na ultima volta gritar. Em outra ocasião Deus enviou Vespas contra o povo autóctone, para dispersa-los.

Esse Sentimento de Inferioridade vamos chamar de Sentimento do Gafanhoto, diante de gigantes, exatamente assim eles se sentiram, tão impotentes, tão pequenos, tão insignificante como que fossem frágeis Gafanhotos, isso nos conta Números 13.33 “Vimos também os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós e a eles“.

No tocante ao tema de Missões a Igreja brasileira terá os mesmos Sentimentos de Gafanhotos, quando falam assim: Somos Poucos membros! Nossos Recursos para Missões são pequenos! Temos muita coisa por fazer no Brasil! Estamos trabalhando no vermelho! Nossa Igreja é pequena!

Enquanto a gente manter esse sentimento negativo, os “Gigantes” continuarão tendo autoridade para dominar o mundo, impondo o medo com suas ameaças e desaforos.

QUANTOS SABEM RESPONDER ESTA PERGUNTA: QUE DEVO FAZER PARA SER SALVO?

Lembra da pergunta que fez o Carcereiro de Filipos, para Paulo e Silas no cárcere? “Senhores, que devo fazer para ser salvo?” (Atos 16:30) O Carcereiro teve uma resposta imediatamente da boca de Paulo e Silas, e esta é a resposta. “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”. Atos 16:31

Imagina agora que existe uma Multidão imensa de pessoas neste Mundo que não tem quem responda essa pergunta para eles: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”

Na América Latina se o “Carcereiro” quisesse saber esta resposta, ele demoraria um pouco para encontrar, pois teria que perguntar para sete pessoas, fazendo sete vezes a mesma Pergunta.

Essa é a proporção de Crentes na América Latina, um entre sete pessoas teria a condições de responder. Vamos agora simular como seria as sete perguntas: Ele encontraria a primeira pessoa e perguntaria:

  1. Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Como esta primeira pessoa não é Crente é bem provável que a resposta ser um: Não sei! Esta seria a primeira resposta!
  2. Perguntando para o segundo senhor: “Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Não tenho ideia! Responderia de maneira até mal educada esse segundo brasileiro.
  3. Ao terceiro brasileiro a mesma pergunta: “Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Olha me desculpa, mas não sei te explicar!
  4. Quarta vez perguntaria: “Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Resposta: Continue perguntando que você vai achar alguém que te de uma resposta exata!
  5. Quinta vez: “Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Resposta: Não tenho muito tempo de conversar contigo, estou muito atarefado.
  6. Sexta vez: “Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Tem que perguntar para meu pai! Meu pai sabe estas coisas, mas como eu não vou à igreja, não sei o que você deve fazer para ser salvo, ok?

Finalmente, o “Carcereiro” quase casando e quase desistindo de repetir tanto a mesma pergunta, na Sétima vez, até que enfim o “Carcereiro” encontraria um crente para dar a resposta. “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”. Atos 16:31

Olha o “Carcereiro” desta historia representa também o Medico, o Professor, o Motorista do Ônibus, teu Companheiro de Faculdade, teu vizinho, teu amigo.

Na Espanha este mesmo “Carcereiro” teria que perguntar para 500 pessoas, a mesma pergunta, para encontrar uma resposta certa: “Senhor, que devo fazer para ser salvo?” Olha ai a necessidade de fazermos Missões na Espanha, para que tenhamos muitas pessoas para responder: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”. Atos 16:31

Em Marrocos, país mulçumano no norte da África, o “Carcereiro” teria que fazer a mesma pergunta 30.000 (isso mesmo, trinta mil pessoas) para encontrar um Cristão que diga: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”. Atos 16:31

Você não ficou com pena do nosso “Carcereiro” nesta historia? Você não se comove diante de tão poucos Crentes no mundo com capacidade para responder?

NO PODER DO ESPIRITO SANTO, ELIMINAMOS TODO SENTIMENTO DE INFERIORIDADE.

Os Discípulos de Jesus era poucos, não tinha recurso econômico nenhum, sem capacidade acadêmica, mas revestidos do Espírito Santo, encheram o Mundo conhecido daquela época com o Evangelho de Jesus, pois eles não tinham o Sentimento de Gafanhotos, como tiveram seus antepassados no Deserto.

No Brasil o “Carcereiro” encontraria respostas em Folhetos, em Livrarias Evangélicas, em Programas de Radio, e até mesmo em Programas de Televisão.

A receita é antiga e poderosa para todo Sentimento de Inferioridade. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” Atos 1:8

Somos o Celeiro Missionário do Mundo, mas estamos mais preocupados com Salvar nossa Pátria que ir para Pátrias que ainda não chegou a Boa Noticia do Perdão de Pecados em Cristo Jesus, e essa noticia já faz 20 séculos que aconteceu e ainda muitos não ouviram.

Nossos púlpitos estão repletos de Obreiros, estamos pregando o Evangelho para pessoas que já ouviram uma vez, enquanto que há Milhões que ainda não ouviram uma vez.

Teve que nascer uma Nova Geração no Deserto que não tinha o Sentimento de Gafanhotos para conquistar a Terra Prometida. Eu faço parte de uma Geração que não tem medo e você?

Não podemos esquecer que os Missionários são chamados por Deus para ir até os Confins da Terra pregar o Evangelho de Jesus, ainda que as pessoas que Deus chama, são tão Frágeis, veja o que diz Paulo em 1 Coríntios 1.26-29

“Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento.

Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.

Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele.

Não podemos falar de que não temos Recursos, que não temos Missionários, pois a Obra é feita pelo Poder do Espírito Santo. “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Zacarias 4:6

Deus não quer que nenhum ser humano venha se Perder mais que todos sejam Salvos. 1 Timóteo 2.4 e 2 Pedro 3.9

Chamamos a atenção de quem foi colocado por Deus para Presidir Igrejas para que realizem Missões, que não usem nenhuma Desculpa, dizendo que sua Igreja é pequena ou que tem poucos recursos econômicos para realizar este desejo do próprio Deus.

Tem Pastores que não fazem Missões, para não ter que reduzir alguma coisa no seu Salário pessoal, pois o Foco é apenas no meu “Reino” nas minhas Comodidades e não no Reino de Deus.

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mmissionario

Pastor, Missionário, Escritor, Jornalista, Diretor do Mundo Missionário

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